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O voto de nazireado

Nazireu ( do hebraico nazir נזיר da raiz nazar נזר "consagrado", "separado"), dentro da Torá é o termo que designa uma pessoa que consagra-se a Deus por um tempo determinado. Segundo a Bíblia, a marca mais comum da separação desta pessoa - que podia ser um homem ou uma mulher - era o uso do cabelo não cortado e a abstinência do consumo de vinho ou qualquer outro alimento feita de uva. O nazireu poderia também ser um escravo.



No Antigo Testamento


O voto de nazireado (ou nazireato), foi institucionalizado e regulamentado na Torá no Livro de Números 6:1-21. Em virtude desta consagração, o nazireu devia abster-se de tomar certos alimentos e bebidas fermentadas, de cortar o cabelo e tocar em cadáveres, além de nao comer carne em muitas circunstancias, romanos 14.21 mostra uma carta de Paulo, em seu tempo nazireato. Estas exigências particulares parecem traduzir os seguintes princípios: manter-se mentalmente são ("abster-se de vinho e de bebida fermentada") e em sujeição a Deus (simbolizado pelo não cortar o cabelo) e manter-se cerimonialmente puro (não tocar em cadáveres).
Havendo contacto com cadáveres, os dias de voto tomados seriam considerados inválidos e o voto teria que ser retomado. Porém, antes de retomar o voto, o nazireu passava por uma semana completa de purificação, no termo da qual rapava o cabelo (Números 6:9).
Sansão (Juízes 13:4-7, 16, 17) e Samuel (I Samuel 1:11) eram nazireus desde o nascimento. Em virtude desta consagração, tanto a mãe, durante a gravidez, como o futuro nazireu deviam abster-se de certos alimentos como carnes e bebidas fermentadas, de cortar o cabelo e tocar em cadáveres. O não tocar em cadaveres, leva a alguns filosofos a crer que eles nao comiam carne, e outros, dizem que nao comiam apenas as ditas como impuras, vistos no livro de leviticos, de Moisés.
Após a conclusão do seu voto, o nazireu realizava o ritual de purificação e fazia três oferendas no Santuário. Um voto dito "à semelhança de Sansão" era um voto para toda a vida.
Os registros judaicos dizem que essas pessoas eram, freqüentemente, as que não bebiam vinho ou qualquer bebida feita de uvas, ou que não cortavam o cabelo, ou que não tocavam nos mortos. Os mesmos registros nos dizem que a história ou origem da seita nazarita na antiga Israel é obscura.
Afirmam também que Sansão era nazireu, como o fora sua mãe, e que a mãe de Samuel prometera dedicá-lo à seita dos nazireus. Os registros judaicos também dizem que era comum os pais dedicarem seus filhos menores à seita nazireu.
Esses registros judaicos dizem que Lucas I: 15 é uma referência a esta dedicação. A rainha Helena, e Míriam de Palmira são mencionadas como nazireus nos registros judaicos, e muitas outras pessoas famosas na literatura sacra são apresentadas como nazireus. Está claramente indicado em muitos registros históricos que os termos Nizereu e Nazareno nada tinham a ver com uma cidade ou vila chamada Nazaré. O último nazireu que se tem registro é exatamente Joao Baptista, primo de Jesus.

Nazireus no cristianismo


João Baptista teria sido também um nazireu, embora o Novo Testamento nunca se refira a ele usando diretamente este termo. O seu estatuto de nazireu deduz-se devido ao seu estilo de vida ascético; em Lucas 1:15 o anjo informa a Zacarias, pai de João, que a sua mulher dará à luz um filho que "não beberá vinho nem bebida alcoólica".
O apóstolo Paulo, junto com outros cristãos, fizeram também um voto temporário de nazireato. (Atos 18:18; 21:23-26).
Este tipo de consagração é considerado pelos teólogos católicos como modelo precursor do monasticismo cristão. Já outras denominações cristãs, encaram-no como precursor do ministério religioso por tempo integral. Embora depois da destruição do segundo templo de Jerusalém o voto Nazireu oficialmente foi extinto pois ele era possível somente com o templo em funcionamento, O Segundo Templo foi o templo que o povo judeu construiu após o regresso a Jerusalém, finda a Captividade Babilónica, no mesmo local onde o Templo de Salomão existira antes de ser destruído. Manteve-se erigido entre 515 a.C. e 70 DC quando foi destruído pelos Romanos, tendo sido, durante este período, o centro de culto e adoração do Judaísmo.

A Cabana

O livro A Cabana, que está em auge nos dias atuais, vem sendo cada dia mais citado entre jovens e as pessoas. Muitos livros vendidos por aí tem mensagens subliminares que acabam entrando em nosso mente, corações e pouco a pouco desvia nossa Fé verdadeira em Cristo Jesus nosso Senhor. E muitas vezes ainda denigrem nossa Fé Católica, fazendo-nos ficar contra o Clero, contra o Sumo Pontífice o Papa, e contra a Santa Igreja de Deus.
O livro traz uma mensagem (que é a mensagem central do texto) em que nós devemos ter um relacionamento de liberdade com Deus, e que isto so é possível se confiarmos n’Ele inteiramente, tal qual uma criança confia em sua mãe. E será esta confiança o ponto de partida para um relacionamento de amor abundante, curador e restaurador. Porém, o livro faz uma sopa de letrinhas a respeito de Deus.

O autor é amigo do personagem principal que vive uma experiência significativa com a Santíssima Trindade. Ele conta a história de seu amigo que perdeu sua filha num acampamento. Ela foi capturada por um homem e assassinada em uma cabana. A partir disto, o pai nunca mais foi mesmo. Sentia-se culpado, bem como uma de suas filhas, que estava presente no acampamento. Um belo dia ele encontra na caixinha de correspondências um bilhete em que constava um chamado de Deus para que ele fosse à cabana. Relutante, o homem foi. Lá ele se encontrou com a Santíssima Trindade, sendo curado e transformado.
Até aí parece tudo bem, mas a forma como o autor os expõe é um tanto "diferente". Deus Pai se apresenta como uma mulher, bem como o Espírito Santo. Durante a conversa que tem com eles, a imagem de Jesus é um tanto desligada da imagem divina, como se Cristo fosse um homem que foi divinizado, e não um Deus que quis fazer-se homem. Também passa no livro uma impressão de que Deus não está nem aí para a religião e para as leis. Em suma, o livro quer que aquele que o ler acredite que podemos encontrar a Deus em qualquer lugar sem que para isso precisasse uma Igreja ou algo do tipo.

Pensamos nós, Ora, se Deus, então não quer que haja uma religião, então porque Cristo fundou Sua Igreja em Pedro? É verdade que hoje temos zilhões de crenças, mas Cristo fundou uma única Igreja, que após 1.500 anos Lutero rebelou-se e fundou a sua, como bem fez Calvino e até Edir Macedo, R.R. Soares e afins. O que todos os reformadores admitem? Que foram instigados pelo Espírito Santo a fundarem sua fé. Mas... seria este Espírito tão cofuso, que a um dissesse algo completamente diferente do outro, e ainda assim fazendo crer que tudo é a mesma verdade? Se assim for, então, o que é a verdade? A verdade em si? Sabemos bem que é Cristo, e n’Ele não pode haver confusão. Logo, tudo o que vem depois d’Ele não procede. Há sim as sementes do Verbo e Sua graça alcança a todos graças à Sua Misericórdia, mas o que Ele é e pronto. Portanto, a confusão do autor da obra procede da "achologia" humana, aquele pensamento pré-concebido do que eu ACHO de Deus, e não do que Ele É.
É verdade que podemos encontrar a Deus em qualquer lugar? Sim, é verdade. Porém, não é verdade que Cristo não nos queira em Sua Casa. Quando Cristo funda Sua Igreja e institui Seus Sacramentos, elevando-os para nos santificar, Ele quer com isso nos dizer que é lá na Sua Casa que receberemos todo o gás necessário para prosseguirmos em nossa caminhada. Devemos ter em mente que é a partir dos Sacramentos que nos santificamos. Não basta apenas rezar em casa. Se Ele a instituiu é porque precisamos dela. É certo que se não tivermos orações constantes em casa, se não fizermos práticas de misericórdia, se formos hipócritas, de nada adiantará comungar todos os finais de semana. Entretanto, é nossa obrigação estarmos lá, e isso não é porque alguém exigiu, mas Cristo assim o quis e viu que era bom e necessário para nossa salvação.

Outro ponto é a questão de desconstruir o pensamento hierárquico. Segundo o autor, Deus não quer hierarquia. Isto é uma falácia. Que não haja hierarquia dentro da Santíssima Trindade é uma coisa, mas que Deus a criou é outra completamente diferente. Se Deus não desejasse isso, não teria chamado Pedro a ser o cabeça dos apóstolos, nem contemporizado o valor dos pais e os anciãos. A hierarquia é uma bênção criada por Deus porque Ele sabe que dela precisamos para entender o valor que Ele tem na Criação. É óbvio que muitos, movidos pelos desejo de poder, usaram da autoridade para agirem de autoritarismo, mas aí reduzirmos a religião a apenas um jogo de interesse é desonestidade intelectual. Jamais, mesmo quando Deus tornou-se homem para nos salvar, estaremos no mesmo nível que Ele, mesmo tendo um relacionamento intimíssimo conforme o autor sugere no livro, pois somos criaturas e fomos submetidas ao amor do Criador. E Criador sempre estará acima da criatura, seja em que lugar for.

Por fim percebe-se que o autor põe na boca da Santíssima Trindade uma série de desconstruções: políticas, filosóficas e teológicas. A descontrução do pensamento é algo contemporâneo no meio ocidental. Isto é um fato olulante. Porém, o que deve ficar claro, é que os "intelequituaissss" dos nossos dias descontroem algo que não conseguem construir. E deveriam se lembrar que cada pensamento, fosse na esfera política, teológica ou filosófica, demorou anos para ser contruído. Não surgiu de um sonho ou de uma experiência num final de semana. São João Evangelista, por exemplo, só foi começar a escrever após 90 anos da ressusrreição do Senhor. Como então agora alguém se arvora em "desmistificar" todo este trabalho árduo, feito em oração, em estudo, discussões e pensamentos? A impressão que dá é que Deus não passa de um ser anárquico. Uma anarquia do bem, olá paz e amor, mas não deixa de ser anárquico.

Talvez não fosse esta análise que muitos vêem no livro, porque muitos ainda cegos acabam deixando passar despercebido muitas mentiras de Satanás!

É bom ler o livro como uma obra ficcional. Há coisas que podem ser levadas a sério? Sim, muitas. A questão da confiança no relacionamento com Deus é a mais importante e séria na obra. Dar a Deus o que Lhe compete fica nítido. E o que mais pode nos emocionar neste livro é a forma em que o autor explicitou a necessidade de entregarmos a Deus tudo mesmo, inclusive a nossa independência, para que Ele trabalhe abundantemente em nós. Isto é algo que o Senhor SEMPRE nos falou, fosse em Suas Palavras na Bíblia, no testemunho dos Santos ou na História. A reforçada que é dada neste quesito é espetacular. Mas de resto é bom tomar cuidado. A quem não tem o devido alicerce teológico e filosófico NÃO recomendamos a leitura.

Comunhão de Joelhos

Não sabia muito sobre esse tema, por isso pesquisei alguns artigos e postei aqui, espero que gostem...



SANTO TOMÁS DE AQUINO

"Pertence ao sacerdote distribuir o Corpo de Cristo por três motivos".

Primeiro, porque é ele que consagra na pessoa de Cristo. Assim como Cristo consagrou o seu corpo na Ceia, assim também distribuiu-o aos discípulos. Por isso, assim como pertence ao sacerdote consagrar o Corpo de Cristo, assim também o de distribuí-lo.

Segundo, porque o sacerdote se constitui intermediário entre Deus e o povo. Portanto, como lhe pertence apresentar a Deus as oferendas do povo, assim também lhe pertence distribuir ao povo os dons divinamente santificados.

Terceiro, porque por respeito à Eucaristia, nada a deve tocar que não esteja consagrado. Por isso, consagram-se os corporais, os cálices, igualmente as mãos do sacerdote para tocarem este sacramento. Não é lícito, pois, a ninguém mais tocá-lo, a não ser em caso de necessidade, por exemplo se cair no chão ou em outro caso semelhante"

(Suma Teológica, III, q.82, a.III).

"Depois da consagração, o celebrante une os dedos, isto é o polegar com o indicador, que tocaram o Corpo consagrado de Cristo, para que, se alguma partícula aderira a eles, não desprenda. Manifesta o respeito devido ao sacramento" (Suma Teológica, III, q.83, a.VI, ad5).

[90.] «Os fiéis comunguem de joelhos ou de pé, de acordo com o que estabelece a Conferência de Bispos», com a confirmação da Sé apostólica. «Quando comungarem de pé, recomenda-se fazer, antes de receber o Sacramento, a devida reverência, que devem estabelecer as mesmas normas».[176]


[91.] Na distribuição da sagrada Comunhão se deve recordar que «os ministros sagrados não podem negar os sacramentos a quem os pedem de modo oportuno, e estejam bem dispostos e que não lhes seja proibido o direito de receber».[177] Por conseguinte, qualquer batizado católico, a quem o direito não o proíba, deve ser admitido à sagrada Comunhão. Assim pois, não é lícito negar a sagrada Comunhão a um fiel, por exemplo, só pelo fato de querer receber a Eucaristia ajoelhado ou de pé.


[92.] Todo fiel tem sempre direito a escolher se deseja receber a sagrada Comunhão na boca[178] ou se, o que vai comungar, quer receber na mão o Sacramento. Nos lugares aonde Conferência de Bispos o haja permitido, com a confirmação da Sé apostólica, deve-se lhe administrar a sagrada hóstia. Sem dúvida, ponha-se especial cuidado em que o comungante consuma imediatamente a hóstia, na frente do ministro, e ninguém se desloque (retorne) tendo na mão as espécies eucarísticas. Se existe perigo de profanação, não se distribua aos fiéis a Comunhão na mão.[179]


link: http://www.vatican.va/roman_curia/congregations/ccdds/documents/rc_con_ccdds_doc_20040423_redemptionis-sa cramentum_po.html



               No ponto [90.] nos diz «Os fiéis comunguem de joelhos ou de pé, de acordo com o que estabelece a Conferência de Bispos», com a confirmação da Sé apostólica. Em 05/03/1975 Santa Sé concedeu aos Bispos do Brasil a faculdade de permitirem a Comunhão na mão em suas respectivas dioceses, desde que sejam observadas as seguintes normas:

Em síntese: A concessão da Santa Sé para os fiéis receberem a S. Comunhão na mão (e, por conseguinte, em pé) datada de 1975 deixava aos comungantes a liberdade para aceitarem ou não o novo rito. Contudo alguns sacerdotes têm obrigado os fiéis a receber a S. Comunhão na mão (e em pé). Daí resultaram queixas levadas à Congregação para o Culto Divino, que reiterou o caráter facultativo da nova modalidade de comungar, mediante um documento de 2002, o qual vai, a seguir, transcrito.

Em 1975 a Santa Sé concedeu ao clero do Brasil a faculdade de ministrar a S. Comunhão aos fiéis, postos em pé com a mão estendida, sendo que o novo rito não seria ser imposto aos fiéis; estes, se quisessem, poderiam continuar a comungar na boca e de joelhos.

Verificou-se, porém, que em vários países os sacerdotes se puseram a negar a Eucaristia a quem estivesse de joelhos. Isto provocou queixas levadas à Congregação para o Culto Divino, que respondeu com Carta, a seguir, transcrita.

A fim de que fique bem clara ao leitor a problemática em foco, vai, primeiramente, publicado o texto da concessão de 1975.

1. A concessão de 1975

Em 05/03/1975 Santa Sé concedeu aos Bispos do Brasil a faculdade de permitirem a Comunhão na mão em suas respectivas dioceses, desde que sejam observadas as seguintes normas:

[Continue Lendo]


1. Cada Bispo deve decidir se autoriza ou não em sua Diocese a introdução do novo rito, e isso com a condição de que haja preparação adequada dos fiéis e se afaste todo perigo de irreverência.

2. A nova maneira de comungar não deve ser imposta, mas cada fiel conserve o direito de receber à Comunhão na boca, sempre que preferir.

3. Convém que o novo rito seja introduzido aos poucos, começado por pequenos grupos, e precedido por uma adequada catequese. Esta visará a que não diminua a fé na presença eucarística, e que se evite qualquer perigo de profanação.

4. A nova maneira de comungar não deve levar o fiel a menosprezar a Comunhão, mas a valorizar o sentido de sua dignidade de membro do Corpo Místico de Cristo.

5. A hóstia deverá ser colocada sobre a palma da mão do fiel, que a levará à boca antes de se movimentar para voltar ao lugar. Ou então, embora por várias razões isto nos pareça menos aconselhável, o fiel apanhará a hóstia na patena ou no cibório, que lhe é apresentado pelo ministro que distribui a Comunhão, e que assinala seu ministério dizendo a cada um a fórmula: “O Corpo de Cristo”. É, pois, reprovado o costume de deixar a patena ou o cibório sobre o altar, para que os fiéis retirem do mesmo a hóstia, sem apresentação por parte do ministro. É também inconveniente que os fiéis tomem a hóstia com os dedos em pinça e, andando, a coloquem na boca.

6. É mister tomar cuidado com os fragmentos, para que não se percam, e instruir o povo a seu respeito. É preciso, também, recomendar aos fiéis que tenham as mãos limpas.

7. Nunca é permitido colocar na mão do fiel a hóstia já molhada no cálice”.

Estas normas se acham na Carta datada de 15/03/75, pela qual a Presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil transmitia a cada Bispo as instruções da Santa Sé. A mesma Carta ainda observava o seguinte:

“Só mediante o respeito destas sábias condições poderemos aguardar os frutos que todos desejam desta medida.

A experiência da distribuição da Comunhão na mão, em vários pontos do país, revelou pontos negativos, que deverão ser cuidadosamente eliminados. Assim, alguns ministros deram na mão do fiel a hóstia já molhada no cálice, enquanto outros, para ganhar tempo, colocaram na própria mão várias hóstias, fazendo-as escorregar rapidamente, uma a uma, nas mãos dos fiéis, como quem distribui balas às crianças”.

Vê-se que a Santa Sé enfatiza o máximo cuidado para que não haja profanação da S. Eucaristia nem ocorram irreverências. Entre outras diretrizes, merecem especial atenção as seguintes: não se deve comungar andando, mas quem recebeu na mão a partícula sagrada, afasta-se para o lado (a fim de deixar a pessoa seguinte aproximar-se) e, parado, comungue. Cada comungante trate de verificar se não ficou na palma na mão ou entre os dedos alguma parcela de pão consagrado (em caso positivo, deve consumi-la).

É lícito comungar duas vezes no mesmo dia se, em ambos os casos, o fiel participa da S. Missa (cânon 917).

2. A intervenção da Santa Sé em 2002

(reiterada em 2003) Expressão do mal-estar causado pela recusa da Eucaristia, é a seguinte carta dirigida por uma pessoa devota à Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos:


“Desde muito sinto a necessidade interior de me ajoelhar no momento de receber a Sagrada Comunhão. Não o fiz até agora, ciente de que alguns sacerdotes e mesmo Bispos recusam ministrar o sacramento a quem esteja ajoelhado. Preferi evitar a possibilidade de um escândalo, embora soubesse que tinha o direito de me ajoelhar”.

Muitas cartas semelhantes suscitaram a seguinte resposta da Congregação para o Culto Divino datado de 2002 e reiterada em fevereiro de 2003.


CONGREGATIO DE CULTU DIVINO ET DISCIPLINA
SACROMENTORUM

Protocolo nº 1322/02/L
Roma, 1º de julho de 2002.

Excelência Reverendíssimos,

Esta Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos recebeu recentemente, da parte de fiéis leigos da sua diocese, informação comunicando que se tem recusado a Sagrada Comunhão aos fiéis que, para recebê-la, se põem de joelhos em vez de permanecer em pé. Os informantes dizem que tal procedimento pode estar mais difundido na diocese; todavia a esta Congregação não é possível averiguá-lo; este Dicastério tem certeza de que Vossa Excelência está em condições que lhe permitem promover uma investigação certeira sobre o assunto. Como quer que seja, as queixas proporcionam a este Discastério ocasião de que o torne conhecido a qualquer sacerdote que precise de ser informado. Esta Congregação está realmente preocupada com o grande número de queixas recebidas de várias partes nos últimos meses. Ela considera que a recusa da Comunhão a um fiel que esteja ajoelhado, é grave violação de um dos direitos básicos dos fiéis cristãos, a saber: o de ser ajudado por seus Pastores por meio dos sacramentos (Código de Direito Canônico cânon 213).

Em vista da lei que estipula que ministros sagrados não podem recusar os sacramentos a quem os pede de modo conveniente, com boas disposições e sem empecilho da parte do Direito (cânon 843 § 1), não se deve recusar a Sagrada Comunhão a nenhum católico durante a Santa Missa, excetuados os casos que ponham em perigo de grave escândalo a comunidade dos fiéis; ocorrem quando se trata de pecador público ou de alguém obstinado na heresia ou no cisma publicamente professado e declarado. Mesmo naqueles países em que esta Congregação adotou a legislação local que reconhece o permanecer em pé como postura normal para receber a Sagrada Comunhão ... ela o fez com a condição de que aos comungantes desejosos de se ajoelhar não seria recusada a Sagrada Eucaristia.

Com efeito, como o Cardeal Joseph Ratzinger enfatizou recentemente, o costume de ajoelhar-se para receber a Sagrada Comunhão tem em seu favor uma tradição multissecular, e é sinal particularmente expressivo de adoração, que corresponde à verdadeira real e substancial presença de Jesus Cristo Nosso Senhor sob as espécies eucarísticas.

Dada a importância deste assunto, esta Congregação pede que V. Excia. Investigue se tal sacerdote recusa habitualmente a Sagrada Comunhão a algum fiel nas circunstâncias atrás descritas e, se tal é fato real, a Congregação pede também que V. Excia. lhe ordene firmemente que se abstenha de assim proceder no futuro; o mesmo seja feito em relação a qualquer outro sacerdote que haja praticado a mesma falha.

Os sacerdotes devem entender que a Congregação considerará qualquer queixa desse tipo com muita seriedade, e, caso sejam procedentes, atuará no plano disciplinar de acordo com muita seriedade, e, caso sejam procedentes, atuará no plano disciplinar de acordo com a gravidade do abuso pastoral. Agradeço a V. Excia. a atenção dispensada a este assunto e conto com a sua amável colaboração.

Sinceramente seu em Cristo

Jorge A. Cardeal Medina Estévez
Prefeito
Francisco Pio Tamburrino
Secretário

Revista : “PERGUNTE E RESPONDEREMOS”
D. Estevão Bettencourt, osb
Nº 493 - Ano : 2003 - Pág. 330
Fonte: Cléofas


No Catecismo de São Pio X encontramos:

§ 4.o - Da maneira de comungar

640) Como devemos apresentar-nos no ato de receber a sagrada Comunhão?

No ato de receber a sagrada Comunhão devemos estar de joelhos, com a cabeça medianamente levantada, com os olhos modestos e voltados para a sagrada Hóstia, com a boca suficientemente aberta e com a língua um pouco estendida sobre o lábio inferior. Senhoras e meninas devem estar com a cabeça coberta.

641) Como se deve segurar a toalha ou a patena da Comunhão?

A toalha ou a patena da Comunhão deve-se segurar demaneira que recolha a sagrada Hóstia, caso ela viesse a cair.

642) Quando se deve engolir a sagrada Hóstia?

Devemos procurar engolir a sagrada Hóstia o mais depressa possível, e convém abster-nos de cuspir algum tempo.

643) Se a sagrada Hóstia se pegar ao céu da boca, que se deve fazer?

Se a sagrada Hóstia se pegar ao céu da boca, é preciso despegá-la com a língua, nunca porém com os dedos.

Santa Missa / Vergonha


Hoje é muito comum ver Corpo de Cristo sendo tão menosprezando e profanado nas Santas Missas...
Pessoas que se aproximam de Jesus Sacramentado sem fazer reverência, tomam a Eucaristia de qualquer jeito e já voltam para o lugar, fazem tudo com pressa, não fazem ação de graças, vão conversando receber Jesus, não prepara o coração, não se ajoelham na consagração, não O respeitam, vão a Santa Missa com roupas chamativas, mostrando o corpo, é tanta coisa que nem da para citar tudo aqui...

Vi na Santa Missa ontem algo que entristeceu meu coração, em certa parte.

Fui com meus amigos e irmãos receber Jesus, nos ajoelhamos, O recebemos com todo o amor e carinho, voltamos para o nossa lugar, enquanto fazíamos a ação de graças, nem bem nos ajoelhamos e a moça que faz o comentário começa a falar sobre as famílias que estavam lá comemorando anos de casados, leu uma mensagem sobre as famílias, cantaram, aplaudiram, glória a Deus, por todos os anos de casados, que sejam abençoados, que muitos outros casais, noivos, namorados e até os solteiros tomem como exemplo eles.
Mas vimos que para Jesus ninguém fez festa, adorou, amou, cuidou, sabe é algo que não da para entender...
Fazem reverência para rainha, presidentes, pessoas importantes, aplaudem, até chegam a louvar, mas para Jesus é nada. Jovens ficarem bebendo nos bares da vida, esquinas, em baladas e até na própria casa é normal, faz parte da sociedade, ta bom, mas jovens comungarem Jesus de joelhos, fazer reverência ao se aproximar de uma imagem Sagrada, fazer ação de graças, remar contra a maré que a sociedade muitas vezes obriga que os jovens sigam é louco, fanático, quadrado, sem graça e vários outros apelidinhos, como diz um irmão missionário aqui de Santo Antônio da Platina: “Quem tem apelido e da apelido é satanás”. Hoje o jovem cristão tem tido medo, medo não seria a palavra, mas sim vergonha de ser um cristão, de não se conformar com o mundo de hoje * Não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso espírito, para que possais discernir qual é a vontade de Deus, o que é bom, o que lhe agrada e o que é perfeito* (Romanos 12, 2). O jovem tem vergonha de carregar a Bíblia, mas anda com uma revista pornográfica debaixo do braço, dentro da bolsa, tem vergonha de andar com o terço na mão, carrega no bolso (escondidinho), mas anda com cigarro, latinha de cerveja, dar Paz de Jesus e o Amor de Maria, não pode, é muito fanatismo, mas ficar de agarra-agarra pode, ficar de beijinho pode, e o pior povo aplaude tudo isso, *Apesar de conhecerem o justo decreto de Deus que considera dignos de morte aqueles que fazem tais coisas, não somente as praticam, como também aplaudem os que as cometem*. (Romanos 1,32)

Cada vez mais os jovens estão se distanciando de Deus, da Igreja, e muitas vezes porque não tem quem prega as verdades, o inimigo de Deus tem feito de tudo e mais um pouco para corromper a juventude, com as mídias, TV, rádios, internet, revistas. Ai inventam um novo método pra chamar os jovens para a igreja Cristoteca, Rock Cristão, e fica lá a noite toda pulando, gritando, fazendo farra e vai falar de fazer uma virada de adoração, plantão de oração, vigília ninguém que sabe. Esses dias vi um vídeo de uma cristoteca e a repórter lá no meio entrevistando um jovem que dizia: “Se não tiver isso ninguém quer saber de igreja, eu mesmo não viria”. O jovem não quer saber mais de rezar, hoje o jovem cristão, tem feito as mesmas coisas que o jovem do mundo tem feito.
Chega de ser jovem morno. “Mas, como és morno, nem frio nem quente, vou vomitar-te”(Cf. Apo. 3, 16), não quero ser vomito da boca de Deus, e você?

Temos sim é que ser jovens cheios do Espírito Santo, onde formos, levarmos em nosso coração Jesus, seus ensinamentos, não precisamos usar uma roupa colorida para ser feliz, não precisamos encher a cara de bebida alcoólica para ter coragem, pois o Espírito Santo nos da essa coragem para denunciar as obras do mal, *Convencerá o mundo a respeito do pecado, que consiste em não crer em mim*. (São João 16, 9)

Amados a Paz de Jesus e o Amor de Maria Santíssima esteja contigo...

14 Perguntas sobre a Consagração Total

“Uma, porém, é a Minha Pomba, uma só a Minha Perfeita (...); as donzelas proclamam-na Bem-Aventurada, rainhas e concubinas a louvam. Quem é Essa que surge como a aurora, Bela como a lua, Brilhante como sol, Temível como um exército em ordem de batalha?” (Cântico dos Cânticos 6, 9-10).

Deste o início deste ano, temos a inspiração de que pelo “Cor Mariae”, a “Pomba voaria para todo o Brasil”.

Pomba que é na Bíblia a Presença do Espírito Santo, que é também a própria Virgem Maria (Can 6, 10-11), Esposa do Espírito Santo, e que cremos que é também esta Obra suscitado pelo “Espírito e a Esposa” (Ap 22, 17), que por meio das “pombas” e “leões” que fazem parte dela.

Com efeito, em nosso “arrastão de Consagrações”, através da proposta de São Luis Maria Montfort (no seu livro “Tratado da Verdadeira Devoção a Santíssima Virgem”), preparado para Dezembro temos recebido contatos de todo o Brasil, e inclusive de fora dele (como do filósofo Olavo de Carvalho, que está nos EUA) querendo se unir conosco nesta Campanha.

Muitos tem nos colocado também as suas dúvidas a respeito desta Consagração, e como muitas perguntas tem se repetido, fizemos esta postagem na tentativa de esclarecer já as dúvidas mais comuns.

1. Em que a Consagração proposta por São Luis Maria Montfort se diferencia das demais consagrações a Santíssima Virgem?

A Consagração proposta por São Luis é uma Consagração TOTAL, da pessoa INTEIRA, como fala na própria fórmula da consagração, em “corpo, alma, bens exteriores, bens interiores, valor das obras boas passadas, presentes e futuras.”

E aqui é importante esclarecer: o que é este valor das boas obras?

Segundo o próprio São Luis explica, é o valor espiritual de todas as nossas obras de virtude, que se dá em 3 aspectos:

- Valor meritório: aumenta o nosso grau de glória no céu

- Valor satisfatório: diminui a nossa eventual pena no purgatório

- Valor impetratório: é o valor que podemos “aplicar”, oferecendo uma obra de virtude por uma intensão em particular

Por esta consagrações, nós nos entregamos inteiros a Virgem, e inclusive entregamos o valor das nossas boas obras, nos despojando daquilo que seria um “direito” nosso, para que Ela possa dispor deste valor livremente, e usar da forma como for Melhor.

Por exemplo: por esta Consagração, a Virgem pode usar o valor de uma boa obra nossa para converter uma pessoa do outro lado do mundo, que nem conhecemos, que só conheceremos no céu!

A explicação deste ponto encontra-se nos números 121 a 125 do Tratado.

2. Isto significa que esta consagração é superior as outras formas de consagração a Virgem?

Não necessariamente, SE em outra forma de Consagração a  pessoa se consagra com a consciëncia e a intensão de, entregando-se totalmente, consagrar também os seus bens espirituais, como explicamos acima, mesmo que a fórmula desta outra forma de consagração NÃO explicite isso.

O diferencial da forma proposta por São Luis Montfort é que a fórmula expressa isso claramente, e a leitura do livro, bem como os 33 dias de preparação que ele propõe, tem como objetivo preparar a alma para este ato de Consagração Total.

3. Isso significa que, fazendo a Consagração, eu poderei me prejudicar no sentido de sofrer mais no purgatório, por ter renunciado aos meus bens espirituais?

São Luis responde sobre isso claramente no Tratado (n. 133), e diz que NÃO!

Que Nosso Senhor e Sua Santíssima Mãe mais generosos neste e no outro mundo, com aqueles que mais generosos lhe forem nesta vida...

Ou não confiamos na Justiça e na Misericórdia de Deus?

Como acontecerá isso, não sabemos, é um mistério!

Pois está é a renúncia do Evangelho: é renunciar é ganahr cem vezes mais (Mc 10, 28-31). É perder pra ganhar.

Mais do que uma renúncia, poderia-mos dizer, a Consagração é um investimento; é colocar nossos bens mais preciosos nas Mãos Daquela que sabe administrá-los melhor do que nós, porque é a Grande Tesoureira de Deus; é colocar nossos bens na Arca do Imaculado Coração de Maria.

Alguns sugerem que Deus e Sua usem os bens espirituais de um consagrado para beneficiar outros consagrados.

Assim, os bens espirituais entregues nas Mãos Imaculadas da Virgem Maria multiplicam o seu valor, e os bens de um consagrado podem beneficiar  muitos outros consagrados, e todos aqueles que Deus desejar.

4. Isso significa que, tendo feito a Consagração, eu não poderei mais fazer pedidos a Deus e a Virgem?

Poderei, sim, é o que São Luis responde no Tratado (n. 132).

O que eu não poderei mais é OFERECER o valor das minhas obras por uma intensão PARTICULAR (ex: fazer um jejum por uma determinada intensão), pois o valor das minhas obras, no ato de Consagração, JÁ FOI OFERECIDO a Virgem, para que Ela, que sabe adminsitrar melhor do que, disponha livremente deste valor, para usa-lo segundo o Seu Coração.

Fazer PEDIDOS, eu posso; e com mais confiança ainda: pois serão os pedidos de um súdito que, por amor, entregou todos os seus bens a Sua Amada Rainha, e pede com a confiança de quem sabe que conta com toda a benevolência Dela.

Obs: São Luis ainda garante que essa Consagração é compatível com o estado de vida de cada um, e por isso NÃO prejudica os deveres de estado de cada vocação; por exemplo, de um sacerdote que, por dever ou outro motivo, deve oferecer a Santa Missa por alguma intensão particular; pois a Consagração deve ser feita segundo a Ordem de Deus e os deveres de estado de cada vocação (n. 124).

5. Em que sentido se dá a “escravidão”a Virgem Maria? Parece algo tão estranho este termo...

É “estranho” porque precisa ser compreendido em seu significado espiritual.

Se dá no mesmo sentido que a Virgem disse ao Arcanjo São Gabriel na Anunciação: “Eis aqui a Escrava do Senhor, faça-se em Mim conforme a Tua Palavra.” (Lc 1,38)

Se dá também no sentido do que Jesus viveu, como diz São Paulo aos Filipenses (F2, 7): “Aniquilou-se ma si mesmo, assumindo a condição de Escravo.”

São Luis mostra que naquela época não existia “servos / empregados” como existe hoje, e existia  apenas escravo.

A diferença é que o servo NÃO depende totalmente do seu senhor, o escravo depende!

A Virgem, em sua liberdade, é Escrava por Amor, porque quis se entregar inteiramente ao Serviço do Seu Amado, do Deus que Ela ama!

Por esta Consagração Total, seguimos o exemplo da Virgem, nos entregando, por amor, para sermos “escravos de Jesus”, ou “escravos de Jesus por Maria”, ou ainda “escravos de Maria”. Todos estes termos estão corretos, diz São Luis, entendendo bem o seu significado.

E por esta Consagração, seguimos também o exemplo de Jesus, que se submeteu totalmente a Sua Santíssima Mãe quando se encarnou e foi gerado por Ela!

As referências para este assunto estão nos números 68 a 77 do Tratado, e do número 139 a 143.

6. Há alguma prática exterior obrigatória para que a Consagração se efetive?

Não há no Tratado nenhuma evidência que ateste isso.

Pelo contrário: São Luis fala no Tratado (n. 226) que a Consagração é essencialmente INTERIOR.

E que as práticas EXTERIORES (oração do Rosário, do “Magnificat, prática da penitência, trazer junto de si um sinal externo da Consagração, ingresso em movimentos marianos, preparação de 33 dias de oração antes da Consagração, etc) são RECOMENDÁVEIS, mas NÃO são moralmente obrigatórios para um consagrado (pois NÃO se faz nenhum voto, nesse sentido, ao se fazer a Consagração), NEM são necessários para que a consagração seja válida.

Até porque São Luis  Montfort, que propõe todo este método de Consagração, NÃO criou a Consagração, nem é um “rito”que ele insituiu; inclusive ele fala de muitos santos que viveram essa Consagração antes dele.

O que São Luis nos dá é um método para nos ensinar e ajudar a se preparar e a viver esta Consagração.

7. Sou muito pecador! Isso é motivo para NÃO fazer a Consagração?

Não, senão ninguém se consagraria!

Vejo exatamente o contrário: se eu, Francisco, peco tanto sendo Consagrado e por isso tendo a plenitude das graças da Virgem, eu pecaria muito mais não sendo!

O que São Luis fala que é necessário (n.99), neste sentido, é a firme resolução de evitar o pecado mortal, o esforço para evitar outros pecados e a busca de uma autêntica vida de oração, penitëncia e apostolado.

O que, de alguma forma, é obrigação de todo o cristão...

8. Existe alguma data específica para que a Consagração seja feita?

Não há evidencias disso no Tratado, mas o costume é que seja em uma DATA MARIANA.

Neste “arrastão de consagrações” que estamos fazendo, estamos preparando um grupo para se consagrar em Dezembro.

9. Como são estes 33 dias de preparação?

São orações simples, mas como uma intensão profunda, que São Luis propõe que se faça durante 33 dias, renovando todos os anos quando se renova a Consagração, da seguinte forma (n. 227-233):

A lista das orações e os textos delas encontram-se no apêndice do Tratado, ao menos na ediçào das Vozes, com as traduções para o português; as orações podem ser rezadas em português):

- 12 dias preliminares pedindo o desapego do mundo, rezando a cada dia “Veni, Creator Spiritus” e “Ave Maris Stela”

- 1a semana pedindo o conhecimento de si mesmo, rezando a cada dia “Ladainha do Espírito Santo” e “Ladainha de Nossa Senhora”

- 2ª semana pedindo o conhecimento da Virgem Maria, rezando a cada dia “Ladainha do Espírito Santo”, “Ave Maris Stela” e um Terço

- 3ª semana pedindo o conhecimento de Nosso Senhor, rezando a cada dia a “Ladainha do Espírito Santo”, “Ave Maris Stela”, “Oração de Santo Agostinho”, “Ladainha do Ssmo. Nome de Jesus” e “Ladainha do Sagrado Coração de Jesus”).

Para o grupo que estamos preparando para se consagrar em Dezembro.

10. No dia da Consagração, o que se faz?

Se comunga (estando devidamente preparado, evidentemente; recomenda-se inclusive a Confissão no própria dia, se possível), se escreve a fórmula da Consagração (se encontra no final do Tratado, chamada “Consagração de si mesmo a Jesus Cristo, Sabedoria Encarnada, pelas mãos de Maria”) e se assina, atestando a Consagração interior.

Recomenda-se ainda que neste dia se faça alguma forma de penitëncia (n. 231-232).

No “arrastão de consagrações” que estamos preparando, este dia será em Dezembro.

11. Preciso de um padre para fazer a Consagração?

Não há evidência nenhuma disso no Tratado, embora haja o sadio costume de Consagrar-se com o acompanhamento de um sacerdote.

Entretanto, se isso não acontecer, não parece de forma alguma prejudicar a Consagração, por ela se um ATO PESSOAL e INTERIOR.

12. Não li o Tratado ainda. Posso me Consagrar, ou iniciar os 33 dias de preparação, mesmo assim?

A nível geral, recomendo que NÃO se Consagre, e NEM MESMO que se inicie os 33 dias de preparação sem a leitura completa do Tratado, pois como se poderá preparar bem para a Consagraçao, sem a conhecê-la bem?

Além do mais, a Consagração é feita uma vez na vida, e portanto, é importante que se faça com esta preparação.

Até porque a Consagração poderá ser feito em outro momento mais para adiante, após a leitura do livro.

Provavelmente organizaremos outros "arrastões" para a Consagração em grupos em outras datas; e a Consagração também pode ser feita de forma de isolada, em uma data à livre escolha da pessoa (por exemplo, dia 01 de Janeiro é data mariana, Solenidade da Mãe de Deus).

Assim, recomendo que iniciem os 33 dias de preparação somente aqueles que completarem a leitura do Tratado até o dia 04 de Novembro.

13. Falhei em algum exercício prático nos 33 dias ou no dia da própria Consagração, ou então cometi algum pecado mortal durante a preparação. Devo desistir de me consagrar no dia que propus?

Recomendo, a nível geral, que NÃO desista, e faça Consagração!

Pois como dissemos, ela é um ato interior, NÃO depende necessariamente dos atos exteriores de preparação, o Demônio odeia a consagração, e poderá se utilizar de um escrúpulo nosso em não ter cumprido 100% a preparação para nos tentar a desistir de fazer.

Por isso, recomendo que NÃO se desista por algumas falhas nesse sentido.
No caso de uma queda em pecado mortal, que haja, evidentemente, arrependimento e se busque a Confissão o mais rápido possível.

14. É verdade que o demônio odeia esta Consagração?

Sim. O próprio São Luis profetiza que no futuro o Tratado seria odiado e perseguido pelo inferno, pelo tesouro espiritual que ele é.

Há inúmeros testemunho que, a partir do momento que a pessoa se decide a fazer a Consagração, inúmeros impedimento improváveis começam misteriosamente acontecer, o que a faz pensar em desistir.

Sabendo disso, saibamos que estamos entrando em uma guerra espiritual, e portanto sejamos firmes em não desistir, sabendo que temos ao nosso lado Aquela que Avança como a Aurora, Temível como um Exército em Ordem de Batalha (Ct. 6, 9-10), a Mulher Vestida de Sol (Ap 12,1)!

http://cormariaeonline.blogspot.com/2010/10/14-perguntas-sobre-consagracao-total.html

Se me amais, guardareis os meus mandamentos. (São João 14 , 15)

Se guardardes os meus mandamentos, sereis constantes no meu amor, como também eu guardei os mandamentos de meu Pai e persisto no seu amor. Disse-vos essas coisas para que a minha alegria esteja em vós, e a vossa alegria seja completa. Este é o meu mandamento: amai-vos uns aos outros, como eu vos amo. Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a sua vida por seus amigos.
Vós sois meus amigos, se fazeis o que vos mando. Já não vos chamo servos, porque o servo não sabe o que faz seu senhor. Mas chamei-vos amigos, pois vos dei a conhecer tudo quanto ouvi de meu Pai. (São João 15 , 10 - 15)

Então vamos lá. Neste pequeno estudo sobre os mandamentos de Deus que podem ser encontrados em Êxodo (20;2-17)  e igualmente em Deuteronómio (5;6-21) e vejamos também no Catilicismo.



OS 10 MANDAMENTOS DO CATOLICISMO:
1º-  Amar a Deus sobre todas as coisas.
2º - Não invocar o nome de Deus em vão.
3º - Guardar domingos e festas de guarda.
4º - Honrar pai e mãe.
5º - Não matar
6º - Não pecar contra a castidade.
7º - Não roubar
8º - Não levantar falso testemunho
9º - Não desejar a mulher do próximo
10º - Não cobiçar as coisas alheias

10 MANDAMENTOS- seu significado:

O Decálogo: significa dez palavras (Ex. 34, 28).
É o conjunto de leis que foram entregues por Deus ao profeta Moisés. São essas as “Tábuas da Lei”. Segundo Êxodo 34;1, Deus teve que escrever uma segunda versão da lei, por as tábua de pedra originais se terem quebrado.
Moisés ajudou os israelitas a sair do Egipto, atravessando o Mar Vermelho, e dirigindo-se ao Monte Horeb, na Peninsula do Sinai. Terá sido no Monte Sinai que Deus deu a Moisés 2 Tábuas da Lei.
Na primeira Tábua da Lei estavam os mandamentos do amor a Deus (4 primeiros mandamentos no Êxodo), que se traduzem nos 3 primeiros mandamentos católicos.
Na segunda Tábua da Lei, constavam os mandamentos de amor ao proximo (6 mandamentos seguintes, no Êxodo), que se traduzem nos 7 mandamentos católicos seguintes.
Ao receber as 2 Tábuas, o profeta Moisés estabeleceu um Pacto ou Aliança entre YHWH ou JHVH e o povo de Israel.
Os 10 mandamentos são mais do que simples leis. São principios orientadores para uma nova compreensão e prática de vida. Cobrem dois campos: a vida religiosa e a vida moral.
Dos 10 mandamentos aos 613 mandamentos:
Os dez mandamentos, como vimos, são O Decálogo. A lingua original dos 10 mandamentos é o hebraico, e em hebraico o número de letras dos Dez Mandamentos é equivalente a 613, que é o número total dos mandamentos da Torá.
Os dez mandamentos também são chamados de Assêret Hadibrot, cuja tradução correcta de Assêret Hadibrot é "Dez Falas" ou "Dez Ditos", sendo que estes são dez princípios que incluem toda a Torá e seus 613 preceitos, inclusive os dez.
Tal é demonstrado pelas próprias letras de Assêret Hadibrot.
Assim os Dez Mandamentos são escritos com 620 letras significando que D-us deu no Monte Sinai os Dez Mandamentos que abrangem os 613 preceitos e as sete Leis de Nôach; 613 com 7 somam 620.
De notar que a soma dos números 6, 1 e 3, (de 613) totaliza dez ( Dez Mandamentos), mostrando também que as 613 mitsvot incluem os Dez Mandamentos.
OS 10 MANDAMENTOS- onde os encontrar?
Os 10 mandamentos podem ser encontrados em Êxodo (20;2-17) e igualmente em Deuteronómio (5;6-21).

Análise do texto bíblico

PRIMEIRA TÁBUA - AMOR DE DEUS

"Amar a Deus sobre todas as coisas" é o maior e o primeiro dos mandamentos, e reflecte-se do 1º ao 4º mandamento

Jesus interpreta a Lei do Amor da seguinte forma: "Amarás a YHWH teu Deus com todo o teu coração, com toda a tua alma e com toda a tua mente e a teu próximo como a ti mesmo".

1º MANDAMENTO referido NO ÊXODO 20:
“Então Deus pronunciou todas estas palavras: “Eu sou Javé teu Deus, que te fez sair da terra do Egipto, da casa da escravidão.
Não tenhas outros deuses diante de Mim.” – em êxodo 20: 1-3.
Para além disso vem referido em Deuteronómio: Em Dt. 5: 6-7 vem escrito de igual forma.
E mais á frente é reforçado. Assim:
Em Dt. 6,4: “... Javé nosso Deus é o único Javé.”
Em Dt. 6,5: "Portanto, ama  a Javé teu Deus com todo o teu coração, com toda a tua alma e com todas as tuas forcas."
No catolicismo católico traduz-se:
Primeira parte do 1º mandamento: “Adorar a Deus e amá-lo sobre todas as coisas”
2º MANDAMENTO referido NO ÊXODO 20:
 “Não faças para ti ídolos, nenhuma representação daquilo que existe no Céu e na Terra, ou nas águas que estão debaixo da Terra. Não te prostres diante desses deuses, nem os sirvas, porque Eu Javé teu Deus, sou um Deus ciumento: quando me odeiam, castigo a culpa dos pais nos filho, netos e bisnetos; mas quando me amam e guardam os meus mandamentos, trato-os com amor por mil gerações.” – em êxodo 20: 4-6.
Certas traduções da bíblia referem “Deus zeloso” (do grego Theós zelotes) em vez de “Deus ciumento” (traduzido do hebraico El qan.ná), sendo de qualquer forma um Deus que exige devoção exclusiva.
Os ídolos são imagens esculpidas (vindo do hebraico péshel).
Para além disso vem referido em Deuteronómio 5: 8-10, escrito de igual forma.
E mais á frente é reforçado. Assim:
Dt. 6: 13-15: “É a Javé teu Deus que adorarás, só a ele servirás, e só pelo seu nome jurarás.
Não sigas deuses estrangeiros, deuses de povos vizinhos, porque Javé teu Deus é um Deus ciumento que mora no meio de ti. A cólera de Javé teu Deus  inflamar-se-ia contra ti, e exterminar-te-ia da face da Terra.”
No catolicismo católico traduz-se:
Segunda parte do 1º mandamento: “Adorar a Deus e amá-lo sobre todas as coisas”
3º MANDAMENTO referido NO ÊXODO 20:
“Não pronuncies em vão o Nome de Javé teu Deus, porque Javé não deixará sem castigo aquele que pronunciar o seu Nome em vão”. Em Ex. 20:7.
Assim, não tomarás o nome de YHWH, teu Deus, em vão ou seja de “modo fútil", em blasfémia, pois YHWH não considera impune aquele que o fizer.
Este mandamento vem igualmente referido de igual forma em Deuteronómio 5: 11.
No catolicismo católico traduz-se:
2º mandamento: “Não invocar o nome de Deus em vão”.
4º MANDAMENTO referido NO ÊXODO 20:
“Observa o dia de sábado, para o santificares. Trabalha durante seis dias e faz todas as tuas tarefas. O sétimo dia porém, é o sábado de Javé teu Deus. Não faças trabalho nenhum, nem tu, nem o teu filho, nem a tua filha, nem o teu escravo, nem a tua escrava, nem o teu animal, nem o imigrante que vive nas tuas cidades. Porque em seis dias Javé fez o Céu, a Terra, o mar e tudo o que existe neles; e no sétimo dia Ele descansou. Por isso, Javé abençoou o dia de sábado e santificou-o” – em Ex. 20: 8-11.
O dia de sábado, do hebraico shab.báth é para parar, é para descansar, tal como o criador fez outrora. Só assim esse dia lhe pode ser consagrado.
Este mandamento vem igualmente referido em Deuteronómio 5: 12-15, com algumas alterações:
“Observa o dia de sábado, para o santificares, como ordenou Javé teu Deus. Trabalha durante seis dias e faz todas as tuas tarefas. O sétimo dia porém, é o sábado de Javé teu Deus. Não faças trabalho nenhum, nem tu, nem o teu filho, nem a tua filha, nem o teu escravo, nem a tua escrava, nem o teu boi, nem o teu jumento, nem qualquer um dos teus animais, nem o imigrante que vive nas tuas cidades. Deste modo o teu escravo e a tua escrava poderão repousar contigo. Lembra-te que foste escravo na terra do Egipto, e Javé teu Deus te tirou de lá com mão forte e braço estendido. É por isso que Javé teu Deus te ordenou que guardasses o dia de sábado.”
Também é de ter em conta Ex. 31; 12-14, pois aí é referido o descanso semanal:
“Javé disse a Moisés: “Diz aos filhos de Israel: “Observai os meus sábados , porque são um símbolo entre Mim e vós, ao longo das vossas gerações, para que todos saibam que eu sou Javé, Aquele que vos santifica. Observai, portanto, o sábado, porque é para vós uma coisa santa. Quem o profanar saré réu de morte. Quem realizar nele algum trabalho será excluido do povo.”
No catolicismo católico traduz-se:
3º mandamento: “Guardar os domingos e festas”.

SEGUNDA TÁBUA- AMOR AO PRÓXIMO

"Amarás o teu próximo como a ti mesmo" é o principio constante do 5º ao 10º mandamento.

5º MANDAMENTO referido NO ÊXODO 20:
“Honra a teu pai e a tua mãe: deste modo, prolongarás a tua vida na terra que Javé teu Deus te dá”- em Ex. 20:12.
Este mandamento vem igualmente referido em Deuteronómio 5: 12-16, com algumas alterações:
“Honra a teu pai e a tua mãe, como Javé teu Deus te ordenou, para que a tua vida se prolongue e tudo te corre bem na Terra que Javé teu Deus agora te dá.”
No catolicismo católico traduz-se:
4º mandamento: “Honrar pai e mãe”
6º MANDAMENTO referido NO ÊXODO 20:
 “Não mates.”- em Êxodo 20,13, bem como em Dt. 5,17.
No catolicismo católico traduz-se:
5º mandamento: “não matar”.
7º MANDAMENTO referido NO ÊXODO 20:
“Não cometas adultério” – em Ex. 20,14, bem como em Dt. 5,18.
No catolicismo católico traduz-se:
6º mandamento: “Não pecar contra a castidade”

8º MANDAMENTO referido NO ÊXODO 20:
Não roubes.”- em Êxodo 20, 15, bem como em Dt. 5,19.
No catolicismo católico traduz-se:
7º mandamento: “Não roubar”.
9º MANDAMENTO referido NO ÊXODO 20:
"Não apresentes testemunho falso contra o teu proximo"- em Êxodo 20,16, bem como em Dt. 5, 20.
No catolicismo católico traduz-se:
8º mandamento: “Não levantar falsos testemunhos”.
10º MANDAMENTO referido NO ÊXODO 20:
 “Não cobices a casa do teu próximo, nem a mulher do próximo, nem o escravo, nem a escrava, nem o boi, nem o jumento, nem coisa alguma que pertença ao teu proximo.” - em Êxodo 20, 17.
Este mandamento vem igualmente referido em Deuteronómio 5: 21, com algumas alterações:
“Não cobices a mulher do teu proximo, nem desejes para ti a casa do teu proximo, nem o campo, nem o escravo, nem a escrava, nem o boi, nem o jumento, , nem coisa alguma que pertença ao teu proximo.”

Ou seja: não desejar a mulher do próximo nem cobiçar nenhum de seus bens.

No catolicismo católico traduz-se:
9º mandamento: “Não desejar a mulher do próximo. “
10º mandamento: “Não cobiçar as coisas alheias”

Os 10 mandamentos - a divisão :

Os versículos 2 a 17 são a divisão natural dos Dez Mandamentos.
 Flávio Josefo separa o versículo 3 como o primeiro Mandamento, os versículos 4 a 6 como o segundo mandamento, o versículo 7 é o terceiro mandamento, os versículos 8 a 11 são o quarto mandamento, e os versículos 12 a 17 são o quinto ao décimo mandamento (um versículo para cada mandamento).
Agostinho considerava os versículos 3 a 6 como 1 só mandamento, mas dividiam o versículo 17 em dois mandamentos. A divisão de Agostinho foi adotada pela Igreja Católica Romana.
Amados espero que tenham gostado e que possam ter tido um conhecimento um pouco mais profundo sobre a Lei de Deus...
A Paz de Jesus e o Amor de Maria esteja sempre em vossos corações...
Paz e Unção...

E lembre-se: "Nenhum atleta será coroado, se não tiver lutado segundo as regras". (II Timóteo 2,5)